quinta-feira, 23 de abril de 2015

O CINECLUBE ZUMBIS APRESENTA: “MAZZAROPI”, de Celso Sabadin



<ENTRADA FRANCA> 
  *Após a exibição será feito o debate do filme.


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<<OBSERVAÇÃO>>

PELA PRIMEIRA VEZ NA HISTÓRIA DO CINECLUBE ZUMBIS - SÁBADO 25/04/2015 ÀS 19h EM PONTO!!!

- Debate, após a exibição do Documentário "MAZZAROPI", com a participação especial do Diretor, Celso Sabadin (São Paulo)

- Exibição simultânea em Chapada dos Guimarães Amauri Tangará e Tati Mendes), Alta Floresta Ronaldo Adriano TEAF) e Guaratã do Norte Renan Dimuriez)

- O debate será realizado normalmente nos locais acima, e Sinop, e gravado em um grupo de WhatsApp, sendo ouvido por tod@s e reproduzido em cada local. Enfim, a tecnologia encurtando fronteiras.

- Interessad@s em participar, enviar whats para 066 9668 5055

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Local: Anfiteatro da Unemat.


Data e Horário: Sábado, 25/04, às 19:00h.

Lançamento: 2013

País: Brasil



Diretor: Celso Sabadin

Elenco: Amácio Mazzaropi / Agnaldo Rayol / Alfredo Sternheim / David Cardoso / Ewerton de Castro / Gustavo Dahl / Hebe Camargo / Pio Zamuner / Ratinho / Selma Egrei

Classificação: LIVRE

Gênero: Documentário

SINOPSE:

A vida e a obra de Amácio Mazzaropi. Tido como o maior cômico do cinema brasileiro, ele foi o único artista que conseguiu ficar milionário fazendo cinema no Brasil, e transformou em realidade o sonho da indústria cinematográfica nacional com produções populares que foram fenômeno de público por mais de três décadas.


CRÍTICA:


"É muito difícil circular entre os dois lados da vitrine. Ainda mais para quem se acostumou em ser pedra, virar vidraça de uma hora para outra é um processo que precisa ser absorvido com paciência e tempo. Pois seguindo os passos de realizadores reconhecidos como François Truffaut e Kleber Mendonça Filho, o mais recente crítico de cinema a se aventurar como realizador é Celso Sabadin, que estreia como cineasta com o interessante documentário Mazzaropi, que, como o próprio título já denuncia, resgata a vida e a obra de um dos maiores astros da história do cinema nacional. Uma competente e bem realizada aula de cinema, oferecida por alguém que de fato sabe o que está falando.

Amácio Mazzaropi foi um dos primeiros artistas a entender o cinema como indústria, ou seja, como um produto cultural que precisa ser vendido, gerar recursos, se comunicar com o público e ter uma continuidade. Ainda que falando com um espectador específico – que se identificava com os personagens por ele representado – Mazzaropi conseguiu agradar multidões, gerando um movimento que poucas vezes se repetiu na produção nacional. Ele se fez praticamente sozinho, descobrindo às duras penas o caminho das pedras, desbravando trilhas inexploradas e formulando seus próprios conceitos. Algumas vezes suas intenções não foram bem sucedidas, mas na maioria das vezes o tiro que dava era tão certeiro que perdura até hoje.

Ídolo acima de tudo popular, Mazzaropi acabou sendo relegado pela crítica oficial e pelos intelectuais de plantão e um segundo lugar dentro da cinematografia brasileira. Poucos lembram, no entanto, que mesmo tendo atuado basicamente nos estados de São Paulo, Paraná e Rio de Janeiro – ele foi, ainda que uma celebridade, um ícone extremamente local – e com poucas cópias de cada novo longa-metragem (em torno de 25, ao contrário das 100, 200 ou 500 a que chegam alguns dos lançamentos atuais), Mazzaropi chegava a contabilizar 2, 3 e até 5 milhões de espectadores em seus filmes de maior sucesso. Ou seja, alguns poderiam até torcer o nariz para ele, mas a grande maioria aplaudia com entusiasmo.

Sabadin é muito feliz em oferecer este importante resgate histórico, proporcionando holofotes para um personagem da nossa história que não pode nem deve ser esquecido. Se Mazzaropi, o filme, em certas passagens é por demais didático – como o início, que oferece uma desnecessária contextualização do que é ser caipira – isso deve ser creditado ao próprio espírito do projeto, que busca reapresentar esta figura a um público que provavelmente o desconhece. E há também o perfil do realizador, um profissional que domina o assunto como poucos. Se as informações são pertinentes e relevantes, há o risco de que elas discorram sobre a projeção em excesso, o que pode assustar os que buscam dados gerais, sem uma necessidade de ser tão específico.

Longe de ser revolucionário, o filme ainda apresenta algumas momentos que mais parecem especulações, principalmente pelo pouco aprofundamento com o qual determinados temas são abordados – em especial, a homossexualidade de Mazzaropi, que é afirmada por dois dos entrevistados, porém sem nenhuma evidência factual ou um relato de alguém que tenha sido testemunha íntima desta realidade. No todo, entretanto, Mazzaropi é um trabalho que serve à nossa memória cinematográfica como um alento, e por isso já se justifica. Fácil de se assistir e de se admirar, seja pelo formato redondo do projeto ou pelo carisma do biografado, demonstra sua eficiência justamente pela simplicidade do seu discurso.”

Duração: 117 minutos

FONTES:

Filmow:

Making Off:


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