segunda-feira, 1 de janeiro de 1990

Canteiros


GOVERNO DO ESTADO DE MATO GROSSO
SECRETARIA DE ESTADO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA
UNIVERSIDADE DO ESTADO DE MATO GROSSO
PRÓ-REITORIA DE EXTENSÃO E CULTURA


FORMULÁRIO PARA APRESENTAÇÃO DE PROJETOS DE EXTENSÃO
EDITAL Nº. 001/2011/PROEC/UNEMAT


TÍTULO DO PROJETO:

CANTEIROS DE SABORES E SABERES

Instituição proponente:
UNEMAT
Campus Universitário:
Sinop
Departamento ou unidade:
Matemática

INFORMAÇÕES SOBRE O COORDENADOR:
Nome
Formação/titulação
Categoria profissional e situação funcional
Denizalde Jesiél Rodrigues Pereira
Doutor
Professor Adjunto
E-mail*: denizalde@terra.com.br
Telefone*: 66 3532 2482/9668 5055
*Preenchimento obrigatório

EQUIPE DO PROJETO
Nome
Formação/
Titulação
Categoria profissional e Situação Funcional
Função no projeto*
Edna Costa Cavenaghi
Mestre
Professora/Coord. Pedagógica da FASIPE
Articuladora junto aos cursos na FASIPE
Felício Ghilardi
Mestre
Professor/UFMT
Coordenar subprojeto de Quintais Produtivos
Maria Ivonete de Souza
Mestre
Professora/UNEMAT
Pesquisadora nas áreas pedagógicas e metodológicas
Paula Andrea Nascimento dos Reys Magalhães
Doutora
Professora/UFMT
Coordenadora pela UFMT
Paulo Sérgio Marques
Mestre
Professor/FASIPE
Pesquisador nas áreas de Literatura, Jornalismo, Cinema e Comunicação Social




*Membro ou Colaborador
* Ressalta-se que o projeto de extensão poderá prever apenas 02 membros. Os demais integrantes da equipe serão colaboradores.

ÁREA TEMÁTICA: (Marque a área mais relacionada ao seu projeto)
(     ) Comunicação
(     ) Meio Ambiente
(     ) Cultura
(     ) Saúde
(     ) Direitos Humanos e Justiça
(     ) Trabalho
(  x   ) Educação
(     ) Tecnologia e Produção

PERÍODO DE EXECUÇÃO DO PROJETO (dia/mês/ano):
Início: 16/05/2011
Término: 16/05/2012

NÚMERO DE BOLSISTAS (previsão):
dois

PÚBLICO-ALVO: (Descrever o público alvo. Ex: Professores do ensino fundamental, crianças de creches, idosos da comunidade, garçons, crianças do ensino fundamental etc. De preferência quantificar o público)
O público a ser beneficiado com nosso projeto será o da juventude universitária em fase de profissionalização, a população do bairro Maria Vindilina, Sinop, MT, pequenos chacareiros das Chácaras Maria Carolina e adjacências, alunos e comunidade escolar da Escola Estadual Prof.a Edeli Mantovani e população de um Assentamento de trabalhadores rurais.


RESUMO DO PROJETO: (Descrever de forma sucinta a justificativa, os objetivos e a metodologia da atividade - Máximo 10 linhas)



Palavras-chave (três):

INTRODUÇÃO: (Apresentação sucinta do conteúdo do projeto - Texto limitado a uma página)
Nosso projeto de Extensão Universitária possui um sentido vetorial distinto do sentido historicamente hegemônico. A compreensão do que seria a Extensão passa pelo pressuposto de que a Universidade promove o Ensino, onde se transmitem saberes, faz Pesquisa, gerando novos conhecimentos, e então leva-os às comunidades em forma de conhecimentos elaborados e passíveis de aplicação em benefício dessas. Esse modelo tem seu domínio de validade e vem funcionando ao longo dos tempos. Estamos propondo uma inversão de sentido, começando pela Extensão Universitária, passando pela Pesquisa com caráter educacional na direção da Pesquisa Científica, para então chegarmos ao Ensino. O empréstimo do conceito de vetor tem uma função metafórica já que, na realidade, nosso modelo se refere muito mais ao pensamento dialético, ao círculo dialético em espiral, quando tais aspectos da vida universitária começam pela Extensão e giram esse círculo de forma indissociável, quando cada aspecto movimenta os demais a todo momento.

Em realidade, essa proposta é o que se pode chamar de Extensão com interface na Pesquisa. Estamos estudando a possibilidade de um novo método de ensino-aprendizagem de conhecimentos universitários em um ambiente mais amplo do que a sala de aula, a aplicação prática junto às comunidades de forma paulatina e em constante processo de produção de conhecimentos.

A Universidade brasileira possui uma enorme dívida social. Há uma tendência histórica que tem por pressuposto a transmissão de conhecimentos. Estes, posteriormente, servirão de bases para pesquisas que serão aplicadas no final do processo. A aplicação de tais resultados tem sido mediada fundamentalmente pelo mercado, ficando as populações economicamente desfavorecidas relegadas a planos inferiores.



JUSTIFICATIVA: (Fundamente a proposta do projeto, indicando a relevância científica, social, extensionista e/ou cultural - Texto limitado a uma página)

Nosso projeto se justifica, portanto, na medida em que estamos nos propondo em levar a Universidade até essas populações sob formas de projetos sociais que ataquem os problemas mais sentidos por essas. Uma rápida passada por qualquer bairro da periferia de Sinop e facilmente constatamos a exiguidade, por exemplo, de árvores nas praças e calçadas, em plena região considerada 'início da Amazônia Legal'. Um lençol freático de água bastante superficial, publicamente divulgado, completa um quadro de enormes problemas com a qualidade da água, fossas, poços. A demanda por educação sanitária salta aos olhos. Seguem-se problemas de higiene pessoal, trata com animais, controle de zoonoses, dengue, questões de Saúde Pública, em geral.

Enfrentar esses problemas não é uma tarefa muito fácil; se fosse, os poderes públicos já teriam resolvido. Ao contrário, o que se vê é o agravamento das relações humanas geradas, em parte, pela desestruturação global da sociedade no que possa existir de mais elementar, por exemplo, educar a sociedade a selecionar o lixo e reciclar, desonerando o planeta de um brutal desperdício de recursos e comprometimento das futuras gerações.

Por estarmos inseridos no contexto da Educação, achamos por bem prestar nossa contribuição no campo que nos diz respeito, atacando o problema de modo amplo. Há a educação do povo a ser repensada para enfrentar tais problemas e há a reeducação dos meios universitários no sentido de inserir nossos educandos rapidamente em tais realidades, contribuindo com uma possível solução no tempo histórico ao mesmo tempo em que a própria universidade repensa seus métodos consolidados de ensino. Se levarmos em conta o que tem sido publicado sobre o desempenho de nossos jovens formados em bancos universitários e nossa experiência cotidiana com esses em salas de aulas, afirmamos categoricamente que o Ensino na Universidade sofre um problema quase crônico de falta de aprendizagem. O processo é desde sempre indissociável, não há ensino sem aprendizagem. Se os estudantes não estão aprendendo, não podemos dizer que o problema não é nosso, pois estamos fazendo a nossa parte. Em que pese a seriedade de nossos profissionais, há um problema de Método. A juventude contemporânea já não é a mesma juventude do tempo que fomos jovens. A crise educacional é severa. Recentemente foi divulgado em meios eletrônicos que o Estado de Mato Grosso tem formado analfabetos funcionais, pessoas com chegam ao Ensino Médio, na faixa de 15 anos, sem saber ler e escrever.

Daí, a relevância social, pensamos, do que ora propomos. Levarmos nossos estudantes imediatamente para o campo da prática, trabalhando em equipes de cooperação mútua, recolhendo questões da realidade, que jamais são bem comportadas tais quais a disposição axiomática das teorias abstratas dispostas nos livros, aquilo que comumente se tem chamado de 'Ciência', mas que só servem para quem já sabe, ou seja, para quem não precisa delas, tornou-se contingencial.

OBJETIVO GERAL: (Objetivo geral: sintetizar, de forma clara, a finalidade geral do projeto. Objetivos específicos: São alvos concretos que se busca alcançar no âmbito da proposta. (indique os objetivos específicos a serem alcançados, explicando a correspondência com os resultados esperados).
Gerar atividade Extensionista para o público jovem universitário. Criar situações favoráveis para que estudantes de cursos distintos, de universidades e faculdades distintas, públicas e particulares, possam enfrentar juntos problemas da realidade cotidiana de populações economicamente desfavorecidas, auxiliando no equacionamento ao menos de princípios de soluções através de um processo de envolvimento com questões essenciais da vida comunitária, no campo da Saúde, Educação, Cultura, Lazer, Ecologia. Tais questões serão levadas para o interior das Universidades, das salas de aulas, das salas de professores, das bibliotecas, dos laboratórios, tornando-se o grande mote da aprendizagem. O que se objetiva é que os estudantes desejem retornar à comunidade com a resposta que lhes foi demandada.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS: (Objetivos específicos: São alvos concretos que se busca alcançar no âmbito da proposta. (indique os objetivos específicos a serem alcançados, explicando a correspondência com os resultados esperados - Texto limitado a uma página).
A vida comunitária de populações periféricas é sempre eivada de demandas em diversos campos, tais como os descritos acima. Pensamos algumas iniciativas que haverão de nos conduzir a outras tantas.

1. Projeto de Arborização Urbana:objetiva estudar a arborização existente com fins de intervir na direção de uma realidade que sirva aos seus propósitos, tais como, conforto térmico, paisagismo, minimizar a exposição dos transeuntes a problemas de saúde como câncer de pele, aumentar a translocação de água para o lençol freático, promovendo o reabastemcimento das águas subterrâneas, absorção de água pelo lençol freático, evitar erosão, contribuir com o processo de enfrentamento à compactação do solo. Além disso, a diversificação de espécies arbóreas contribui para o equilíbrio ecológico, evitando a utilização de herbicidas, inseticidas e afins e promovendo a constituição de corredores ecológicos, facilitando fluxo gênico tanto da Fauna quanto da Flora.

2. Quintais Produtivos: objetiva diversificar a produção agrícola doméstica com o plantio de hortaliças, tubérculos e fitoterápicos, no sentido de promover segurança alimentar, saúde e geração de renda. A segurança alimentar deve ser garantida com a produção de alimentos prontos a serem consumidos; a saúde se apresenta na medida em que tais alimentos deverão ser produzidos de modo orgânico, diferente dos alimentos produzidos por grandes conglomerados sob a égide da monocultura e super utilização de insumos agrícolas. Tais práticas têm sido objeto de grande preocupação da parte de pesquisadores no campo da Saúde, por exemplo, a recente descoberta de agrotóxicos e metais pesados no leite materno e na água na região Norte do Mato Grosso. A geração de renda deve ocorrer por diversos aspectos, por exemplo, por desonerar a família de gastar em supermercados tradicionais, eventualmente, em vender algum excedente ou trocar, por não consumir produtos com excesso de veneno, desonerando-os de gastar com fármacos, e a utilização de fitoterápicos, substituindo os fármacos convencionais. Em paralelo aos quintais produtivos, objetiva-se pesquisar as patologias existentes no conjunto da população que deverão orientar a produção de fitoterápicos compatíveis e gerando consciência sanitária através de cursos e palestras. O projeto de Arborização Urbana e dos Quintais Produtivos deverão contribuir com um princípio de constituição de um corredor ecológico para reservas florestais que cercam a região.

3. Reaproveitamento do lixo: tem como objetivo a separação dos resíduos sólidos e orgânicos a partir das residências localizadas no bairro amostrado. Os materiais separados serão utilizados em prol da comunidade ali existente na forma de cursos de capacitação como a fabricação de sabão a partir da utilização do óleo de cozinha usado, artesanato com garrafas PET, papel, latas de alumínio e outros recipientes reutilizáveis além da compostagem a partir do tratamento dos resíduos orgânicos cujo produto será utilizado como fertilizante nas hortas comunitários, canteiros produtivos e fitoterápicos.


3. Educação Comunitária e Comunicação Social: um processo complexo como o que ora propomos não pode jamais pressupor uma população pronta e de braços abertos para recebê-la. É necessário um trabalho de acompanhamento pedagógico para uma vida comunitária pautada em valores ainda por construir. A sociedade capitalista contemporânea disseminou o medo e a certeza de que cada qual deve cuidar único e exclusivamente de sua prole, relegando ao Estado a tarefa social. O Estado contemporâneo tampouco demonstrada capacidade, ou mesmo interesse, em cuidar adequadamente das pessoas, o que resulta em um enorme caos social mundial com consequências sociais nefastas, em foco a violência e os problemas ambientais. Nesse sentido, propomos envolver estudantes de áreas afins, trabalhando em equipe, tais como Pedagogia, Letras, Psicologia, Jornalismo, a fim de aplicar questionários, entrevistas, enfim, envolver-se com a população e passar a fazer parte de um pensar sobre possíveis soluções e o consequente engajamento que a situação em questão requer. Vislumbra-se o envolvimento da escola do bairro, professores, estudantes, em atividades como, por exemplo, confecção de fanzines (tablóide juvenil com linguagem e perfil pertinente). Essa atividade, pressupomos, levará a uma situação concreta das crianças se enfrentarem com uma série de conteúdos escolares, como gramática, ortografia, concisão, síntese, clareza, ênfase, poesia, crônica, imagens, informática. A proposta de um 'Coral de Rap e Bate Lata' completa essa parte de envolvimento da infância na vida comuitária, fazendo com que esses participem do processo de 'conscientização' dos adultos para questões centrais como as ambientais, coleta de lixo seletivo, formação de cooperativas, na medida em que se propõe que essas se apresentem espontaneamente em passagens públicas, espaços públicos e nas portas das residências. A equipe de Comunicação Social ocupar-se-á dos registros das atividades de todos os projetos (esse processo já está em curso), produzindo vídeos que serão apresentados aos moradores em momentos oportunos (a parceria com a Associação de Educação e Cultura Zumbis facilita esse tipo de atividade, pois conta com espaço físico e equipamentos de filmagem e reprodução), mostrando, pro bairro, o bairro que o bairro não conhece, valorizando os aspectos positivos e apontando soluções para os problemas de reconhecimento público. Para que esse conjunto de atividades sejam viabilizadas, já fizemos contato com a direção da Associação do Bairro e da União Sinopense das Associações de Moradores de Bairro (USAMB) e já estamos pensando formas concretas de engajamento desses.


FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA: (Explicitação detalhada dos fundamentos teóricos que orientaram a proposta - Texto limitado a duas páginas)

A Educação no Brasil tem sido tema de merecido destaque, particularmente na última década. Infelizmente o referido destaque não enseja motivos de alegria senão de grandes preocupações. Os paradigmas historicamente hegemônicos (ensino baseado em exposições explorando quase que exclusivamente a memória) , que funcionaram com algum grau de êxito em tempos mais ou menos distantes, demonstram, nos tempos atuais, sinais de grande debilidade. Mesmo a gama de propostas didático-pedagógicas construídas pelo conjunto de Pesquisadores brasileiros, a maioria com destacada participação em nível internacional, tampouco consegue tornar consecutivos seus objetivos na medida em que o paradigma hegemônico se impõe de modo imperial, gerando sempre grandes desconfianças na base do sistema escolar oficial, qual seja, direções de escolas, professores, alunos, comunidade.
Por mais que a Ciência da Educação aponte a urgência de se valorizar no trabalho de sala de aula os conhecimentos prévios dos educandos, bem como  a diversidade de expressões culturais aí existentes, com algum esforço o que se consegue é apartar tais conhecimentos em momentos distintos, ou seja, a sala de aula atravessa praticamente incólume o processo educacional. Um possível trabalho com “Capoeira” ou “Break” na escola se restringe ao pátio, dificilmente chega às salas de aula de Biologia, de Matemática, de Geografia ou de História, por exemplo, ainda que a Capoeira tenha sido criada por escravos africanos em solo brasileiro, ainda que estes tenham sido capturados em um determinado período histórico onde o mundo tinha uma determinada ordem econômica dominante, ainda que o continente africano esteja abaixo, em nossos mapas oficiais, em relação à Europa, ainda que seja banhado por vários mares e oceanos, ainda que o conceito de continente seja distinto de país, estado, província, cantão. Apenas um singelo exemplo do quanto nossa escola se encontra blindada para receber e reconhecer em suas formas de organização tradicionais os conhecimentos que, embora ditos “científicos”, não se configuram além de conhecimentos “escolares”, remetendo-nos a pensar a escola como produtora de burocracias que se revelam em fracasso quando os estudantes, fundamentalmente os oriundos das classes subalternas, têm que se deparar com os exames vestibulares e congêneres.

O entusiasmo que os educadores e educadoras tiveram em passado recente acerca da esperança que as metodologias alternativas pareciam sugerir foi sendo substituído por uma desconfortável sensação de impotência na medida em que tais propostas jamais desencadearam processos mais amplos, vindo a se tornar políticas públicas. As poucas experiências que obtiveram algum êxito são sempre lembradas como “o jeito do professor”, jamais como um paradigma possível de ser irradiado e implantado como proposta. Porém, o resultado de tais esforços foram sistematicamente distorcidos por sucessivas políticas públicas tecnocráticas que, ao transfigurar o conceito de “formação continuada” de Paulo Freire em “aprovação automática”, impuseram a urgência por novas Pesquisas fulcradas  na realidade social, ou seja, construídas de modo participativo e não apenas aplicadas.
Já há algum tempo, ocupamo-nos em pensar a severa crise da Educação no país. Ë doloroso para nós educadores a sensação de impotência diante de tantas tentativas e o recorrente fracasso, não exatamente dos educandos, mas fundamentalmente das situações a eles propiciadas. Tudo isso talvez permanecesse no campo que equivocadamente muitos chamam de “teórico”, quando a teoria, desde um ponto de vista da dialética materialista (Hegel-Marx), só adquire estatuto como tal no campo eminentemente prático, se tais contradições jamais adentrassem nossas casas. 

Tivemos uma experiência com as questões aqui levantadas quando pessoas próximas demonstraram sinais de fracasso diante da estrutura aqui posta.  Alunos universitários, por exemplo, que cursaram  alguns anos do Ensino Fundamental e a vida de filhos das classes trabalhadoras os convocou precocemente ao trabalho. Em um dado momento de suas vidas resolveram prosseguir e adentraram  o ensino superior. Em pouco tempo, a realidade já havia lhes batido à porta. Os índices de evasão nos cursos de nossas universidades têm se demonstrado alarmantes.

A natureza , a floresta, nos sugere mais do que riqueza natural. Ernst Gotsh já demonstrou, ao recuperar seringais plantando frutíferas e hortaliças na floresta, que a natureza tem um sentido ainda pouco explorado, da cooperação e não de concorrência. Não nos demoramos em antever que não poderíamos fazer algo pelos mais próximos se não fizéssemos por outros tantos  que se ressentem diante máquina burocrática que atua impiedosamente em nosso meio universitário.

Um conjunto de educadores, que já vêem pensando processos mais globais há tempos,  tomaram esse episódio como um grande desafio em seus campos profissionais. A seguinte pergunta tornou-se contingencial: “Ensinamos a Ciência da Educação na Universidade, mas não conseguimos fazer algo concreto nem pelos nossos?”. Daí em diante, desencadeamos um processo de busca de soluções nos campos teórico e prático.

A solução inicial foi buscar neste Edital da UNEMAT justo o espírito da Extensão com interface na Pesquisa. Bernard Charlot nos indica que os saberes são construídos com educadores  e educandos também de forma cooperativa, logo a Extensão pretensamente já elaborada perde a dimensão do aprendizado que o educador pode obter em favor de seu ensino com aqueles que julga poder auxiliar. Os estudantes das Ciências tidas como “Exatas” terão maiores chances de se encaminhar na direção de conteúdos das ciências da natureza quanto mais estiverem em regime de cooperação com estudantes de Engenharia Civil, de Produção, Agronômica, Florestal, de estudantes de Biomedicina (plantas medicinais), Biologia.

Nossa experiência em trabalhos passados aponta para um conceito que vimos elaborando, de “mobilização social”. Entendemos que a tarefa de enfrentar as situações que geram fracasso na Educação deve ser pensada de forma conjunta pela própria sociedade, à frente as Universidades e órgãos governamentais de ação direta e de fomento. Dessa forma, buscamos parceiros em profissionais e projetos de Extensão e Pesquisa em andamento da UNEMAT, UFMT, ONGs e faculdades particulares, que atuarão em regime de cooperação. Reivindicamos, portanto, o conceito de “Redes”, no sentido de Fritjof Capra.



METODOLOGIA E ESTRATÉGIA DE AÇÃO: (Descrever a metodologia a ser empregada na execução do projeto e a estratégia adotada para alcançar os objetivos propostos. Indicação do público alvo e do número estimado de pessoas beneficiadas - Texto limitado de duas páginas).
A Universidade brasileira vive uma profunda crise paradigmática  que é mais visível no campo do Ensino, no entanto possui profundas raízes na Extensão e na Pesquisa, como reflexo. Se buscarmos saber os princípios norteadores de qualquer universidade, invariavelmente haveremos de nos depararmos com um belo conceito que enfeita as páginas dos Estatutos oficiais: indissociabilidade. A indissociabilidade se realiza na universidade muito mais como conceito de equilíbrio de distribuição de recursos, garantindo que as instituições de Ensino superior promovam também Extensão e Pesquisa, do que como tripé indissociável na prática, reunidos em uma expressão única: Extensão-Pesquisa-Ensino (do concreto para o abstrato).
Como contribuição, no sentido de superar a dicotomia aqui apontada, buscamos em Michel Thiollent (1988) a Pesquisa-Ação e, em  Brandão (1990), a Pesquisa Participante, nossos parceiros teóricos. Thiollent afirma que certas correntes só consideram Pesquisa-Ação as situações em que os pesquisadores são por um grupo social específico com o objetivo de resolver um problema prático, pois esta é "orientada em função da resolução de problemas ou de objetivos de transformação" (ibid. p. 7). No entanto, defende que o mais importante é que o problema prático seja de mútuo interesse: "(...) há sempre uma adequação a ser estabelecida entre as expectativas da população e as da equipe de pesquisadores.  (...) Um tema que  não interessar à população não poderá ser tratado de modo participativo. Um tema que  não interessar aos pesquisadores não será levado a sério e eles não desempenharão um papel eficiente" (ibid. p. 51).
Segundo a linha a qual se associa Thiollent, o fundamental na Pesquisa-Ação é a existência de um foro de decisão, o "seminário": "A técnica principal, ao redor da qual as outras gravitam, é a do 'seminário'. (...) O papel do seminário consiste em examinar, discutir e tomar decisões acerca do processo de investigação" (ibid. p.58).  Essa técnica vem ao encontro daquilo que pensamos, quando tratamos de metodologia de Projetos, pois o essencial é o envolvimento dos sujeitos da pesquisa no projeto, não uma suposta qualidade abstrata do produto final; o produto já é desde sempre o processo. Os sujeitos entram em processo de aprendizagem imediatamente. Portanto o "seminário" onde se vai socializar a produção coletiva e tomar decisões do rumo planejado pelo grupo é vital para um trabalho com as características que aqui estamos traçando. No nosso caso, uma equipe multi e interdisciplinar e interinstitucional  de estudantes universitários, em conjunto com a Equipe de Pesquisadores,  haverão de se reunir periodicamente para decidir sobre quais caminhos trilhar no sentido de dotar um fragmento de floresta de viabilidade econômica de modo sustentável, ou seja, através de conhecimentos científicos elaborados, pré-elaborados (pesquisa educacional) e de geração de novos através da Pesquisa Científica.
Outro aspecto importante caracterizado pela Pesquisa-Ação é o pressuposto da "aprendizagem" por parte da população envolvida: "As ações investigadas envolvem produção e circulação de informação, elucidação e tomada de decisões, e outros aspectos supondo uma capacidade de aprendizagem dos participantes" (ibid. p.66). Neste projeto, a aprendizagem é o tema central, pois os participantes serão postos automaticamente em situação de busca na medida em que se engajarem na tarefa aqui descrita que impulsionem os educandos à produção de conhecimentos articulados: "A Pesquisa-Ação considera que os 'atores' sempre possuem essa capacidade de aprendizagem. Trata-se de aproveitá-la e enriquecê-la" (PEREIRA, 1995, p.68).
Como ponto final da Pesquisa-Ação é prevista a "divulgação externa". Ou seja, além do Relatório previsto pelas Instituições envolvidas,  o que se espera é  que a pesquisa seja divulgada em Anais de Congressos e em Revistas científicas da área em questão. Previmos a produção de vídeos educativos de agroeclogia em harmonia com o processo de produão de conhecimentos  agroecológicos e das Ciências da Natureza, exibindo-os nas universidades, comunidades rurais e escolas públicas. Lançaremos mão de técnicas de cinema com uma equipe de estudantes de Letras e Jornalismo. Em técnicas de cinema, possuímos alguma formação, inclusive com um prêmio de melhor média-metragem em festival de cinema de abrangência nacional (Fronteiras). A produção dos vídeos propriamente ditos, colocará os participantes em uma situação diferenciada, pois a conversão de linguagem escrita para a linguagem audiovisual, constituir-se-á em situação inusitada para todos, novos conhecimentos haverão de ser mobilizados, tais como, técnicas de filmagem, de iluminação, de interpretação, de edição.  Não esqueçamos que a tarefa de produzir o significado com imagens coloca a tarefa de ressignficar os resultados produzidos na primeira fase, provocando "movimento", ou seja, "aprendizagem". Isto encontra sustentação teórica na teoria psicanalítica de Jacques Lacan, quando afirma que o sujeito aprende quando fala; a produção do vídeo funcionaria aqui como o momento privilegiado da produção do conhecimento pelo educando, uma fala eletrônica.




ATIVIDADES: (Descrever e enumerar todas as atividades a serem desenvolvidas a fim de alcançar os objetivos específicos - Texto limitado a duas páginas).

  • Arborização Urbana;
  • Quintais Produtivos
  • Canteiros Fitoterápicos
  • Reaproveitamento do Lixo
  • Educação Comunitária (sanitária, ambiental, organizacional, cooperativa)
  • Comunicação Social (jornal do bairro, Blog, produção audiovisual, fotografia)
  • Coral de RAP com crianças com fins de conscientização comunitária
  • No Assentamento do MST, estudar fragmentos de floresta, obtenção de recursos com a “floresta em pé”, técnicas de produção agroecológicas, realidade educacional do campo
  • Acompanhamento dos estudos em campo dos estudantes universitários, orientação de trabalhos científicos, pesquisas, trabalhos de conclusão de curso.


RESULTADOS ESPERADOS: (Descrever quais resultados serão alcançados ao final do projeto - Texto limitado a uma página).
Pela natureza de nosso projeto, Extensão Universitária com interface na Pesquisa, esperamos promover a atividade extensionista, contribuindo com elaborações de soluções na vida de comunitária de um conjunto de bairros de periferia, com todos os problemas que essa caracterização suscita. Enquanto ensino superior, esperamos poder promover metodologias alternativas para além das formas tradicionais de aquisição de conteúdos, ou seja, conhecimento produzido de forma laboratorial, na prática. No campo da Pesquisa, esperamos poder observar esse processo todo, registrando suas vicissitudes e extraindo daí, quiçá, um método de ensino-aprendizagem baseado em conhecimentos produzidos em um contexto de rede articulada pela realidade, em foco, realidades comunitárias urbanas e rurais.



FORMAS DE DIVULGAÇÃO: (Descrever quais formas serão utilizadas para divulgar o projeto (participação/realização de eventos, elaboração de cartilhas, publicações, etc) - Texto limitado a uma página).
  • Da parceria do Projeto Canteiros com a Associação de Educação e Cultura Zumbis, AECZ, dispomos dos meios de divulgação da Associação: lista de e-mails de mais  de 800 membros cadastrados, Blog (www.refugiozumbis.blogspot.com) e ampla cobertura que a mídia local tem feito às atividades da Associação (sites, rádio, TV). Diversos parceiros do Projeto Canteiros têm sido contatados através dos meios da AECZ. Importante ressaltar que o proponte, Coordenador, desse projeto é Diretor de Projetos Sociais da AECZ;
  • Site da UNEMAT, Sinop: www.unemat-net.br
  • Cartazes na Sede da AECZ, EE Prof.a Edeli Mantovani, UNEMAT, UFMT, FASIPE;
  • Apresentação de Comunicações Científicas, Painéis, Minicursos, Palestras, em eventos científicos de área da parte dos estudantes participantes e professores, em níveis regional, estadual, nacional  e internacional; nossos membros participam de comunidade científicas em todos esses níveis e já estão em constante processo de troca e estudos conjuntos no âmbito de tais comunidades;
  • Proposição de artigos científicos em revistas e periódicos.





CRONOGRAMA DAS ATIVIDADES: Especificar as atividades previstas e o período de duração. (Ver quadro a seguir - Texto limitado a duas páginas)

OBS: pela característica de nosso projeto, que ora inicia, mas que tem pretensões de continuidade, até mesmo de se constituir em um possível “Programa”, vislumbramos um conjunto aberto de possibilidades. Apresentamos algumas que já se encontram em pleno funcionamento ou vislumbramos para breve.

Atividades
Duração em meses
Data de início
Data de término
1
Inventário Fitossociológico
7
Mai/2011
Nov/2011
2
Curso de Poda Ecológica (geração de multiplicadores, estudantes universitários)
1
Mai/2011
Mai/2011
3
Curso de Poda Ecológica (para a comunidade, ministrado por estudantes universitários)
1
Jun/2011
Jun/2011

4
Questionários e entrevistas sobre conhecimentos da comunidade e preferências sobre arborização
7
Mai/2011
Nov/2011
5
Reuniões com a comunidade, com a Associação do Bairro
12
Maio/2011
Maio/2012
6
Implantaçao e estudos dos quintais produtivos
12
Maio/2011
Maio/2012
7
Curso de Fundamentos de Agroecologia (para multiplicadores)
3
Maio/2011
Agosto/2011
8
Curso de Fundamentos de Agroecologia (para comunidade)
8
Set/2011
Mai/2012
9
Questionários e estudos sobre o lixo produzido na comunidade
3
Ago/2011
Out/2011
10
Tentativas de implantação de coleta seletiva de lixo, reaproveitamento de resíduos sólidos e produção de compostagem
6
Nov/2011
Mai/2012
11
Palestras sobre Educação Comunitária, Sanitária e Ambiental
12
Mai/2011
Mai/2012
12
Produção de vídeos como registros de pesquisa
12
Mai/2011
Mai/2012
13
Produção e exibição de vídeos educativos
12
Mai/2011
Mai/2012
14
Coral de rap, fanzine e blog do bairro
12
Mai/2011
Mai/2012
15
Participações em Encontros Científicos de Área
12
Mai/2011
Mai/2012


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS (Texto limitado a uma página)

ALMEIDA, F. J. & FONSECA JR., F. M., 2000. Projetos e ambientes inovadores. Brasília: Ministério da Educação/Seed.

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BEHRENS, Marilda Aparecida. Projetos de aprendizagem colaborativa num paradigma emergente. In: MORAN, J. M.; MASETTO, M. T.; BEHRENS, M. A. Novas tecnologias e mediação pedagógica. Campinas, SP: Papirus, 2000. p. 67- 132.

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___. Parâmetros Curriculares Nacionais: Ensino Médio. Brasília: MEC, 2001

___. Ministério da Educação e do Desporto, Secretaria de Educação Fundamental: Parâmetros Curriculares Nacionais/Matemática – Vol. 3, 3º e 4º Ciclos do Ensino Fundamental. MEC/SEF, Brasília, 1998.

BRANDÃO, C. R. Pesquisa Participante. 5. ed. Nacional: Brasiliense, 1990.

BREMER, J.; MOSCHZISKER, M. A Revolução Pedagógica: Escola Sem Muros: o Programa Parkway de Filadélfia. São Paulo: Ibrasa, 1978.

BOGDAN, R.; BIKLEN, S. Investigação qualitativa em educação: uma introdução à teoria e aos métodos. Portugal: Porto Editora, 1994.

CAPRA, F. Alfabetização Ecológica - a Educação das Crianças Para Um Mundo Sustentável: São Paulo: Cultrix, 2007.

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CHARLOT, B. A Relação com o saber: conceitos e definições. Porto Alegre: Artmed, 2000.
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IBERMÓN, F. Formação Docente e Profissional. São Paulo: Cortez, 2000.

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MORAES, M. C.. O Paradigma Educacional Emergente. Campinas, SP:Papirus,1997. (Coleção Práxis)

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ZIZEK, S. Como Marx Inventou o Sintoma? . In: _________. Um Mapa da Ideologia. Rio de Janeiro: Contraponto, 1996. pp. 297-331.











ORÇAMENTO (Texto limitado a duas páginas).

Quadro 01: Despesas de Custeio
Ord
Descrição da Despesa
Quantidade
Custo Unitário
Custo Total
1
Pessoa Física



1.1




1.2




Sub-total



2
Pessoa Jurídica



2.1




2.2




Sub-total



3
Diárias



3.1




3.2




Sub-total



4
Passagens



4.1




4.2




Sub-total



5
Material de Consumo



5.1
Combustível
400 l
3,10
1210,00
5.2
Resma de Papel
10
15,00
150,00
5.3
Pincel de quadro de fórmica
50
5,00
250,00
5.4
Pranchetas
20
2,50
50,00
5.5
Cama de frango
2 ton
100,00
200,00
Sub-total


1860,00
TOTAL


1860,00

Quadro 02: Despesas de Capital

Ord
Material Permanente
Quantidade
Custo Unitário
Custo Total

GPS - Garmin
1
520,00
520,00

Trena 50m
6
50,00
300,00

Microfone sem fio profissional Windel WM 306
1
100,00
100,00

Microfone com fio profissional
2
80,00
160,00

Amplificador – Potência de Som Gemini
1
700,00
700,00

Mesa de Som Behringer 8 canais
1
360,00
360,00

Caixa de Som 320w RMS Titâneo (P.A.)
2
500,00
1000,00
TOTAL


3140,00

Quadro 03: Despesas de Custeio (Recursos vinculados à folha de pagamento)
Ord
Salários e encargos
Quantidade
Custo Unitário
Custo Total
1




1.1




1.2




1.3




Sub-total



2
Técnicos administrativos



2.1




2.2




2.3




Sub-total



3.
Bolsistas



3.1




3.2




Sub-total



TOTAL




QUADRO RESUMO DOS CUSTOS E ORIGEM DOS RECURSOS


Ord
Despesas
Origem dos recursos
Custo total
1
Despesas de Custeio
UNEMAT
1860,00
2
Despesas de Capital

3140,00
3
Despesas de Custeio (Folha de Pagamento)


TOTAL GERAL (Somatória dos quadros 1, 2 e 3)
UNEMAT
5000,00



Sinop, 1 de abril de 2011.


___________________________________
Prof. Dr. Denizalde Jesiél Rodrigues Pereira

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