sábado, 18 de julho de 2015

O CINECLUBE ZUMBIS APRESENTA: “O DISCRETO CHARME DA BURGUESIA”




<ENTRADA FRANCA>


  *Após a exibição será feito o debate do filme.


Local: Anfiteatro da Unemat.


Data e Horário: Sábado, 18/07, às 19:oo horas


Título original: “Le Charme Discrete de la Bourgeoisie”


Diretor: Luis Buñuel


Produção: 1972


Lançamento: 22 de outubro de 1972 (Brasil); 15 de setembro de 1972 (França)


País de origem: França


Idioma do Áudio: Francês / Espanhol





Elenco:
Bulle Ogier
 Delphine Seyrig
Fernando Rey
Jean-Pierre Cassel
Julien Bertheau
Milena Vukotic
Paul Frankeur
Stéphane Audran


Gênero: Comédia / Drama / Fantasia

Tamanho do arquivo: 4.369 GiB

CLASSIFICAÇÃO: 16 anos

SINOPSE:

<<Em mais uma de suas travessuras surrealistas extremamante críticas, o espanhol Luis Buñuel conta a história de seis burgueses que se reúnem para um jantar, mas que, devido a estranhos acontecimentos, são impedidos.
Talentosa combinação de realidade e absurdo, este filme de Luis Buñuel é uma ácida e surrealista crítica à hipocrisia da burguesia, contada através da história de seis amigos que se reúnem para um jantar que acaba sendo interrompido por estranhos acontecimentos que misturam realidade com devaneios e sonhos das personagens.>>

PREMIAÇÕES:

Vencedor do Oscar de melhor filme estrangeiro de 1973

Curiosidades:

<<No cinema, surrealismo é sinônimo de Luis Buñuel, um dos mestres absolutos da sétima arte. Poucos cineastas ostentam tantas obras-primas em suas filmografias. Além disso, Buñuel foi uma personalidade fora das telas, com suas declarações polêmicas e sua atitude não conformista (dizia que nada o contrariaria mais do que ganhar um Oscar de melhor diretor). É dele a famosa frase "Sou ateu graças a Deus". Luis Buñuel Portolés nasceu em 22 de fevereiro de 1900, na cidade de Calanda, província de Teruel. Encorajado pelos pais, decidiu cursar engenharia agrônoma na Universidade de Madri, onde fez um grupo de amigos, ao qual chamava de "o comando dos putrefatos", formado por Salvador Dalí, Federico García Lorca, Rafael Alberti, José Bergamin e Pepin Bello. Com os amigos, Buñuel começou a criar gosto pelo surrealismo e pelo ateísmo, tornando-se um crítico feroz de toda forma de repressão da imaginação e da sexualidade. No auge do movimento surrealista, mudou-se para Paris, onde reencontrou Dalí, com quem realizou Um Cão Andaluz (1928), a mais bem-sucedida tradução cinematográfica do surrealismo para o cinema. Um clássico do cinema mundial que se tornou uma das referências obrigatórias da cultura ocidental no século XX. Ainda com Dalí, filmou outro clássico surrealista - L´Age d´Or (1930). Por seu conteúdo anárquico, depois de poucas semanas de exibição, o filme foi proibido na França. Nos Estados Unidos, L´Age d´Or fez grande sucesso, despertando o interesse dos grandes estúdios no trabalho do diretor. Depois de Terra sem Pão (1932), documentário sobre a região mais pobre da Espanha, Buñuel ficou quinze anos sem dirigir longas-metragens. Neste período, foi morar nos Estados Unidos, onde trabalhou como supervisor da dublagem em espanhol de filmes da Warner Bros. e escreveu roteiros sobre a trágica Guerra Civil Espanhola (1936-1939) que não foram filmados. Entre 1939 e 1946, atuou como editor chefe do setor de redação do Museu de Arte Moderna de Nova York. Em fins dos anos 40, Buñuel decidiu voltar ao cinema. Proibido de viver na Espanha, onde era visto como inimigo nacional pelo sanguinário regime do General Franco, o diretor naturalizou-se mexicano. No México, realizou inúmeros filmes. Uma produção irregular que alternou películas de encomenda, como uma curiosa versão de Robinson Crusoé, e obras magníficas, como Os Esquecidos, O Alucinado e Nazarin. A grande fase da carreira de Buñuel começou em 1960, quando retornou furtivamente à Espanha para dirigir Viridiana, manifesto anti-católico cuja principal cena era uma paródia à Santa Ceia. O longa recebeu a Palma de Ouro de Melhor Filme no Festival de Cannes. Nos anos seguintes, alternando filmes no México e na França, Buñuel sagrou-se mestre da arte cinematográfica, com uma obra-prima atrás da outra - O Anjo Exterminador, Simão do Deserto, A Bela da Tarde, O Discreto Charme da Burguesia, O Fantasma da Liberdade e Esse Obscuro Objeto do Desejo. Antes de falecer no dia 29 de julho de 1983, na Cidade do México, Buñuel já era um dos mais festejados e premiados diretores de todos os tempos.>>

CRÍTICA:

<<Surrealismo. O corrupto Raphael Acosta, embaixador de Miranda, pequeno país da América do Sul, mais o casal François e Simone Thèvenot e a irmã desta, Florence, reúnem-se na residência de Henri e Alice Sénéchal para um jantar, enganando-se no entanto com a data, pois eram esperados para o dia seguinte. Partem todos para um restaurante, mas desistem quando, lá chegando, são informados de que o dono acabara de falecer e está sendo velado. Jantar adiado, um novo desencontro irá atrapalhar os planos do grupo sempre elegante, seja o temor de uma denúncia à polícia (Acosta, Thèvenot e Sénéchal são traficantes de droga), seja a chegada de um pelotão do Exército para exercícios de guerra, o grupo parece jamais conseguir reunir-se à mesa.

Com um humor negro, absurdo e desconcertante, o diretor/autor Buñuel exerce uma afiada crítica à hipocrisia e futilidade da classe burguesa, atacando seus principais pilares: corrupção, drogas, Igreja, Exército. O interessante desfile de sutis aberrações inclui um arcebispo que se oferece para trabalhar como jardineiro sindicalizado (e vinga-se a tiros do assassino de seus pais); um país sul-americano onde a taxa de homicídios é de 1 para 1 (30 mortos por dia); uma terrorista que persegue o embaixador com cachorrinhos de pelúcia e está nos sonhos de todos os militares; e mais fantasmas, temores, traumas, venenos, adultérios, e o que mais houver nas cabeças brilhantes dos roteiristas. Os sonhos são um detalhe à parte: um jantar num palco onde um dos personagens não sabe a própria fala, um embaixador criticado por todos os lados que reage matando o coronel anfitrião, uma mãe de tenente morta saindo de dentro do armário. E os barulhos. A fim de evitar as explicações estapafúrdias dos burgueses (como no instante de liberá-los da cadeia), suas vozes são abafadas por barulhos de rua, ruídos de máquina de escrever ou algo semelhante. De ousadias assim o cinema atual tem sentido muita, muita falta. (M.L.)>>

Duração: 102 minutos

FONTES:

Filmow:

Livraria Cultura:


Making Off:





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